Em ouro, prata e aço percebe-se, traduzido para uma
proposta artística, nunca meramente decorativa, o
barroquismo e as rochas brutas, que cercam a maioria
das cidades mineiras. Não faltam a arquitetura "concretista"
paulistana e a volumosa espacialidade da capital federal.
Mais do que jóias, Virgínia elabora
prolongamentos do corpo e,
dependendo
de quem as veste, até da personalidade.
Explorando o abstracionismo ou a retidão das formas, a joalheira
se vale da diversidade de texturas e misturas de materiais como o
couro, o sisal e o acrílico, além da sofisticação das gemas, das
pérolas e dos muranos italianos.
A irreverência é bem dosada. A ousadia é cuidadosamente pensada
para atravessar gerações. Virgínia desenha o futuro no momento presente.
Alberto Santiago
Jornalista